APSE Ortopedia · Enseada do Suá · Vitória

Dr. Bruno CampagnoliEspecialista em Quadril

Há mais de 20 anos trazendo movimento e qualidade de vida.

Ortopedista com atuação concentrada no quadril, procurado por pacientes da Grande Vitória, do interior do Espírito Santo e do sul da Bahia. Conduz cada caso com diagnóstico preciso e tratamento personalizado, dando prioridade ao que preserva a articulação e indicando a cirurgia quando ela é a melhor conduta para aquele caso. Duas décadas de experiência dedicadas a devolver movimento e liberdade a quem convive com dor.

Ortopedista e Cirurgião do Quadril · CRM-ES 7402 · RQE 5929

Dr. Bruno Campagnoli, ortopedista e cirurgião do quadril, no consultório da APSE Ortopedia
Espaço reservado para a
foto do Dr. Bruno
(vertical, 4:5)
Abordagem e filosofia

Cuidar da causa, e não apenas da dor

A conduta começa por entender de onde a dor vem. Exame clínico detalhado, história bem ouvida e imagens lidas com calma são o que separa um tratamento dirigido à causa de um tratamento que apenas silencia o sintoma por algum tempo.

São mais de 20 anos dedicados a uma única articulação, com prioridade para os caminhos conservadores e minimamente invasivos: medicina regenerativa, ondas de choque focais, laser de alta potência e infiltrações guiadas por imagem. Quando a cirurgia é a conduta certa, ela é indicada com a mesma clareza, no momento certo e pelo mesmo médico que acompanhou o caso desde o começo.

Tecnologia e escuta caminham juntas. Idade, rotina, nível de atividade e aquilo que você quer voltar a fazer entram na decisão, porque é disso que se trata: devolver movimento e qualidade de vida a uma pessoa, não corrigir um exame.

A agenda é reduzida por escolha. Uma consulta de quadril feita como deve ser não cabe em vinte minutos, e o consultório foi organizado em cima disso.

Dr. Bruno Campagnoli apontando um modelo anatômico do quadril no consultório

Quem chega aqui costuma estar em um destes três momentos.

01

Convive com a dor há tempo demais

Já passou por outros consultórios, ouviu que era a idade ou que era a coluna, seguiu a orientação e a dor continuou no mesmo lugar.

02

Quer entender antes de decidir

Não aceita uma conduta apresentada em uma frase. Quer saber o que está acontecendo dentro da própria articulação e por que aquele caminho foi escolhido.

03

Foi indicado à cirurgia e quer uma segunda leitura

Não para evitá-la a qualquer custo, mas para ter a segurança de que é mesmo a conduta certa e de que é mesmo agora.

Tratamentos

Inovação com segurança e atualização constante nos tratamentos

Foi entre conviver com a dor e operar que a medicina do quadril mais avançou. Terapias biológicas, estímulo por ondas, fotobiomodulação e aplicações guiadas por imagem hoje tratam com precisão o que antes apenas se acompanhava. Cada recurso entra quando existe indicação para ele, e nenhum substitui o diagnóstico que vem antes.

Imagem ilustrativa do preparo de plasma rico em plaquetas para aplicação articular

Medicina regenerativa

Plasma rico em plaquetas e aspirado de medula óssea, colhidos do próprio paciente e aplicados dentro da articulação para modular a inflamação e preservar a função.

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Imagem ilustrativa do equipamento de ondas de choque focais utilizado no tratamento do quadril

Ondas de choque focais

Estímulo mecânico de alta energia dirigido ao ponto exato da lesão. Sem corte, sem internação, com a rotina retomada no mesmo dia.

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Imagem ilustrativa de aplicação de laser de alta potência

Laser de alta potência

Fotobiomodulação aplicada no controle da dor e do processo inflamatório, em sessões conduzidas dentro do próprio consultório.

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Imagem ilustrativa de exame e aplicação guiados por ultrassom em consultório

Infiltrações guiadas

Ácido hialurônico ou corticoide aplicados sob orientação de imagem, para que a substância chegue exatamente onde precisa chegar.

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Imagem ilustrativa: modelo anatômico do quadril sobre a mesa de um consultório médico

Investigação da causa

Boa parte da dor de quadril chega rotulada como coluna ou como desgaste da idade. O ponto de partida aqui é sempre identificar a origem real do sintoma.

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Imagem ilustrativa da articulação do quadril, com destaque para a região acometida pela artrose

Artrose e lesões do quadril

Artrose, impacto femoroacetabular, lesão de labrum, bursite, tendinite e necrose da cabeça femoral. Cada uma com seu estágio, sua conduta e seu momento.

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Quando a cirurgia é o caminho

Operar é uma decisão, não um destino

Quando o tratamento conservador esgota o que tinha a oferecer, a cirurgia deixa de ser um risco e passa a ser a conduta mais segura. Nessa hora, quem opera é o mesmo médico que acompanhou o caso desde o começo: artroscopia por vídeo, artroplastia primária e revisão de prótese, inclusive nos casos complexos. E sair da consulta com a orientação de ainda não operar também é uma resposta.

Impacto femoroacetabular Lesão de labrum Bursite trocantérica Tendinite glútea Necrose da cabeça femoral Displasia do quadril Dor no quadril do atleta Artroscopia de quadril Artroplastia e revisão de prótese
Princípio de conduta

A articulação que se preserva é a que continua sendo sua.

Nenhuma prótese, por melhor que seja o material e por mais precisa que seja a técnica, devolve exatamente aquilo que a natureza construiu. Por isso a primeira pergunta em cada caso não é o que se pode fazer, e sim o que ainda se pode preservar.

Essa ordem define tudo o que vem depois. Qual recurso entra primeiro, quanto tempo se dá a ele, e em que ponto insistir deixa de ser prudência e passa a ser adiamento.

Diagnóstico antes de conduta Nenhum tratamento é indicado antes que a origem da dor esteja compreendida. Tratar o sintoma sem saber a causa é o que faz a dor voltar.
Tecnologia dentro do consultório Ondas de choque, laser e aplicações guiadas acontecem na própria APSE, em sessões que não exigem internação nem afastamento da rotina.
Um plano, não um protocolo Idade, rotina, nível de atividade e expectativa entram na decisão. Dois quadris com o mesmo exame raramente recebem a mesma conduta.
A consulta

Um diagnóstico preciso e individual é o que sustenta cada conduta

O compromisso é com um atendimento de excelência voltado para a causa do problema, e não apenas para o alívio do sintoma. Um diagnóstico preciso e individual é o que permite indicar o tratamento certo para cada caso, e é dele que depende o ganho de qualidade de vida que se busca no fim.

A dor no quadril raramente se explica sozinha. Ela se explica na história de quem sente: quando começou, o que a agrava, o que já foi tentado, o que ela tirou da rotina. Essa conversa é o primeiro exame, e é justamente a parte que a pressa costuma eliminar.

Depois vem o exame físico, movimento por movimento, com o tipo de manobra que nenhuma imagem substitui. E vêm as imagens, percorridas na tela junto com você, na linguagem de quem quer entender e não na de quem escreveu o laudo.

Só então se fala de conduta. Com as alternativas na mesa, o que se espera de cada uma, o que cada uma exige de você e a razão da escolha. Nenhuma decisão sai daqui sem que você saiba por que ela foi tomada.

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Imagem ilustrativa: Dr. Bruno Campagnoli em consulta, com a radiografia da bacia exibida no consultório
Quem vai atender você

Dr. Bruno Campagnoli

Dr. Bruno Campagnoli

Ortopedista e traumatologista, com vinte anos de atuação concentrada em uma única articulação. Atende na Enseada do Suá pacientes da Grande Vitória, do interior do Espírito Santo e do sul da Bahia, do adulto jovem com dor ligada ao esporte a quem quer voltar a caminhar, viajar e viver sem que a dor decida a agenda.

A formação em cirurgia do quadril foi feita em Minas Gerais, na FHEMIG, onde concluiu a residência em Ortopedia e Traumatologia e em seguida a especialização na articulação a que dedicaria a carreira inteira. De lá trouxe a convicção que orienta o consultório até hoje: preservar sempre que houver caminho para isso, e reconhecer com precisão o momento em que cada conduta, inclusive a cirúrgica, passa a ser a melhor escolha.

A mesma exigência aparece na estrutura que escolheu para atender. A APSE reúne num único endereço o consultório, os recursos de imagem e os equipamentos usados nos tratamentos, para que a investigação e a conduta aconteçam sem que o paciente precise atravessar a cidade entre uma etapa e outra.

  • Graduação em Medicina, Emescam
  • Residência em Ortopedia e Traumatologia, FHEMIG, Minas Gerais
  • Especialização em Cirurgia do Quadril, FHEMIG, Minas Gerais
  • Pós-graduação em Gestão em Saúde, MMURAD/FGV
  • Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
  • Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Quadril
CRM-ES 7402 · RQE 5929
Registro de Qualificação de Especialista em Ortopedia e Traumatologia, emitido pelo Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo.
No Instagram

O quadril explicado, um assunto por vez

Nem toda dúvida precisa esperar pela consulta. No perfil, cada vídeo trata de um ponto específico: o que causa a dor, o que dá para tratar sem cirurgia e em que momento a cirurgia entra na conversa.

Onde atende

APSE Ortopedia, na Enseada do Suá

Um endereço só, no coração de Vitória. O consultório funciona dentro da APSE, que reúne no mesmo espaço a estrutura de exames, as imagens abertas na tela durante a consulta e as salas onde os tratamentos são realizados.

Fachada do prédio onde fica a APSE Ortopedia
Vitória · ES APSE Ortopedia
Edifício The Gallery
Rua Abiail do Amaral Carneiro, 85
salas 5, 6 e 7, Enseada do Suá
CEP 29050-535
Ver no mapa

Atendimento exclusivamente particular, com agenda reduzida. Os horários disponíveis são informados pela secretaria no WhatsApp.

Mapa da Enseada do Suá, em Vitória, com a localização da APSE Ortopedia © OpenStreetMap
Dúvidas frequentes

O que mais se pergunta antes da primeira consulta

Toda dor no quadril vira cirurgia? +

Não. A maior parte dos casos é conduzida sem cirurgia, com medicação, reabilitação, infiltração guiada, ondas de choque, laser de alta potência ou medicina regenerativa, conforme a indicação de cada caso.

A cirurgia entra quando existe indicação clara. Sair de uma consulta com a orientação de ainda não operar também é uma resposta.

O que é medicina regenerativa e quando ela é indicada? +

É o conjunto de terapias que utilizam componentes do próprio organismo, como o plasma rico em plaquetas e o aspirado de medula óssea, aplicados dentro da articulação para modular a inflamação e favorecer a manutenção do tecido.

A indicação depende do estágio da lesão, da idade e do objetivo funcional de cada pessoa. Não é um recurso que sirva a todos os casos, e é justamente a consulta que define se ele se aplica ao seu.

Como funcionam as ondas de choque? +

São ondas acústicas de alta energia aplicadas externamente, dirigidas ao ponto exato da lesão. O estímulo mecânico atua sobre o tecido em processo inflamatório crônico, com efeito também sobre a dor.

É um procedimento feito no consultório, sem corte, sem anestesia geral e sem internação. O número de sessões é definido caso a caso, e a rotina costuma ser retomada no mesmo dia.

E o laser de alta potência, para que serve? +

O laser de alta potência é utilizado no controle da dor e do processo inflamatório, por meio da fotobiomodulação dos tecidos.

Costuma ser empregado em associação a outras condutas, e não como tratamento isolado. A resposta varia conforme a condição tratada e o estágio em que ela se encontra.

Infiltração faz mal? É preciso repetir sempre? +

Infiltração não é um recurso único. Existem substâncias e indicações diferentes, e o que determina o resultado é a escolha correta e a precisão da aplicação. Por isso ela é feita sob orientação de imagem, para chegar exatamente dentro da articulação.

A necessidade de repetição depende da substância utilizada e da condição tratada, e isso é conversado com você antes da aplicação, não depois.

Já fiz fisioterapia e tomei remédio, e a dor continua. E agora? +

É a situação mais comum entre quem chega ao consultório. Dor que não responde ao tratamento inicial costuma indicar que a causa ainda não foi identificada com precisão.

O caminho é refazer a investigação do começo: história completa, exame físico do quadril e releitura dos exames de imagem. A partir daí se escolhe o recurso adequado ao que de fato está acontecendo.

Artrose tem cura? +

Não. Artrose é uma doença crônica e não existe hoje tratamento que devolva a cartilagem ao estado original. Quem promete isso não está sendo honesto.

O que existe é um conjunto de condutas capazes de controlar a dor e preservar a função da articulação por muito tempo. Qual delas cabe no seu caso depende do estágio da doença, da sua idade e da sua rotina.

Preciso levar exames na primeira consulta? +

Se você já tiver raio-x, ressonância ou tomografia do quadril, leve, inclusive os antigos. A comparação ao longo do tempo diz muito.

Se não tiver nenhum, não há problema: a consulta começa pela avaliação clínica e os exames necessários são solicitados a partir dela.

Como funciona o atendimento? +

O atendimento é exclusivamente particular, em agenda reduzida. Essa é a condição que permite manter a consulta sem tempo cronometrado e o acompanhamento próximo ao longo do tratamento.

A secretária informa pelo WhatsApp os horários disponíveis e as condições da consulta.

Atende criança ou realiza perícia médica? +

Não. O atendimento é voltado ao público adulto e idoso, e não são realizadas perícias médicas.

Todo bom tratamento começa por uma boa consulta

A secretária informa pelo WhatsApp os horários disponíveis na agenda do Dr. Bruno Campagnoli, na APSE Ortopedia, Enseada do Suá.

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PRP e aspirado de medula óssea

Medicina regenerativa

São tratamentos feitos com material biológico do próprio paciente. No plasma rico em plaquetas, colhe-se sangue, ele é centrifugado e a fração rica em plaquetas é aplicada dentro da articulação ou no tendão acometido. No aspirado de medula óssea, o material vem da crista ilíaca, a borda superior do osso da bacia, e é concentrado antes da aplicação.

O que se espera dessas aplicações

O objetivo é modular o processo inflamatório e o estímulo doloroso dentro da articulação, melhorando sintoma e função em parte dos casos. São realizadas em consultório, sem corte e sem internação, e o paciente costuma retomar a rotina no mesmo dia, com orientação de reduzir impacto nos primeiros dias.

Quando costuma ser considerada

  • Artrose em fase inicial ou intermediária, quando ainda há cartilagem a preservar
  • Tendinopatias ao redor do quadril que não responderam à fisioterapia
  • Pacientes que preferem esgotar as opções conservadoras antes de discutir cirurgia
  • Casos em que há contraindicação ou desejo de adiar o procedimento cirúrgico
O que essas terapias não fazem

Não reconstroem cartilagem que já foi perdida e não revertem uma artrose avançada. A resposta varia bastante de pessoa para pessoa, e a literatura médica sobre o quadril ainda é menor do que a do joelho. Quando há indicação cirúrgica clara, a aplicação não substitui a cirurgia: apenas adia, e adiar nem sempre é o melhor caminho.

Conteúdo informativo. A indicação de qualquer tratamento depende de consulta, exame físico e análise das imagens, e os resultados variam de paciente para paciente. Agendar consulta
Estímulo mecânico de alta energia

Ondas de choque focais

O aparelho gera ondas acústicas de alta energia que atravessam a pele sem cortá-la e são focadas no ponto exato da lesão, localizado antes pelo exame físico e pelas imagens. O estímulo mecânico provoca uma resposta local de reparação e interfere na forma como aquela região transmite dor.

Como é a sessão

É um procedimento ambulatorial, feito no próprio consultório, sem anestesia e sem afastamento da rotina. Costuma-se programar de três a cinco sessões, com intervalo semanal. Durante a aplicação há desconforto, que é ajustado pela intensidade, e nos dias seguintes pode haver dor local passageira.

Onde tem o melhor respaldo no quadril

  • Tendinopatia dos glúteos e síndrome dolorosa do trôcanter maior, a chamada bursite trocantérica
  • Tendinites crônicas ao redor da articulação que já passaram por fisioterapia
  • Casos selecionados de necrose da cabeça femoral em estágio inicial, como parte de um plano maior
Quando não é indicada

Não se aplica sobre área com infecção ativa, tumor ou trombose, em gestantes, nem em quem usa anticoagulante ou tem distúrbio de coagulação sem avaliação prévia. A resposta é melhor em tendão do que em cartilagem: em artrose avançada, o ganho tende a ser pequeno e temporário.

Conteúdo informativo. A indicação de qualquer tratamento depende de consulta, exame físico e análise das imagens, e os resultados variam de paciente para paciente. Agendar consulta
Fotobiomodulação

Laser de alta potência

O laser de alta potência entrega energia luminosa em profundidade, produzindo aquecimento controlado e fotobiomodulação, que é a interação dessa luz com as células do tecido. O uso no consultório tem finalidade analgésica e anti-inflamatória.

Como é a sessão

A aplicação dura poucos minutos, é indolor, dispensa anestesia e não exige repouso depois. Costuma ser feita em séries, com sessões próximas no início e mais espaçadas conforme a dor cede. Paciente e médico usam proteção ocular durante o procedimento.

Onde costuma entrar no plano

  • Controle da dor em crises de artrose, permitindo retomar a fisioterapia
  • Tendinites e bursites ao redor do quadril
  • Fase inicial da recuperação, quando a dor limita o exercício prescrito
O papel real desse recurso

É um tratamento de apoio, não um tratamento de base. Ele ajuda a controlar dor e inflamação para que o tratamento principal aconteça, mas não corrige a causa mecânica do problema nem regenera cartilagem. Não se aplica sobre área com tumor, em gestantes, sobre a tireoide ou em quem tem fotossensibilidade a medicamentos.

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Ultrassom ou radioscopia

Infiltrações guiadas por imagem

A infiltração é a aplicação de medicação dentro da articulação ou da bursa. No quadril, que é uma articulação profunda e coberta por musculatura espessa, a aplicação feita sem orientação de imagem tem alta chance de não atingir o alvo. Por isso o procedimento é guiado por ultrassom ou por radioscopia, com a agulha acompanhada na tela do começo ao fim.

O que pode ser aplicado

  • Corticoide, de ação anti-inflamatória rápida, para controlar crises
  • Ácido hialurônico, a chamada viscossuplementação, que atua na lubrificação e no amortecimento
  • Anestésico, que além de aliviar tem valor diagnóstico: se a dor cede, confirma-se que ela vem da articulação e não da coluna

Como é feita

É um procedimento ambulatorial, com antissepsia rigorosa e anestesia local. O paciente vai para casa no mesmo dia, com orientação de repouso relativo por um ou dois dias. O alívio pode levar alguns dias para se instalar, dependendo da substância utilizada.

Limites e cuidados

O efeito é temporário e o número de aplicações com corticoide precisa ser controlado, porque repetições frequentes podem prejudicar a cartilagem. A evidência do ácido hialurônico no quadril é menos consistente do que no joelho. Existem riscos, ainda que pouco frequentes, como infecção e dor após a aplicação, e o corticoide pode elevar a glicemia em quem tem diabetes.

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O passo que vem antes de qualquer conduta

Investigação da causa

Dor na região do quadril nem sempre nasce no quadril. Ela pode vir da coluna lombar, da articulação sacroilíaca, das bursas e tendões ao redor, de uma hérnia ou da própria articulação. Tratar antes de saber a origem é o motivo mais comum de a dor voltar.

O que a investigação inclui

  • História detalhada: quando começou, o que agrava, o que já foi tentado, o que tirou da rotina
  • Exame físico com testes específicos de quadril, coluna e sacroilíaca
  • Radiografia da bacia, que mostra o alinhamento e o espaço articular
  • Ressonância, ultrassom ou tomografia, quando a suspeita exige

Por que isso muda o tratamento

Uma dor lateral que vem de tendinopatia glútea tem conduta diferente da dor inguinal que vem da articulação. Um impacto femoroacetabular em adulto jovem exige leitura de imagem diferente da artrose do paciente idoso. O diagnóstico correto é o que define qual recurso entra primeiro, e por quanto tempo faz sentido insistir nele.

Uma observação honesta sobre exames

Imagem sozinha não fecha diagnóstico. Alterações degenerativas aparecem em exames de pessoas sem nenhuma dor, e exames normais não descartam um problema real. O exame confirma ou afasta uma hipótese que nasceu no consultório, e é por isso que a consulta vem antes do laudo.

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O que se trata aqui

Artrose e lesões do quadril

A artrose é o desgaste progressivo da cartilagem que reveste a cabeça do fêmur e o acetábulo. Ao lado dela, um grupo de condições responde pela maior parte das queixas: impacto femoroacetabular, lesão do labrum, bursite trocantérica, tendinopatia glútea, necrose da cabeça femoral e displasia do quadril.

Cada uma tem seu estágio e sua conduta

  • Impacto femoroacetabular: atrito entre fêmur e acetábulo, comum no adulto jovem ativo
  • Lesão de labrum: acomete o anel de cartilagem que veda e estabiliza a articulação
  • Bursite trocantérica e tendinopatia glútea: dor na lateral, que piora ao deitar sobre o lado
  • Necrose da cabeça femoral: perda de irrigação do osso, em que o tempo até o diagnóstico pesa muito
  • Displasia: cobertura insuficiente da cabeça femoral, que sobrecarrega a cartilagem ao longo dos anos

Artrose tem cura?

Não. A cartilagem perdida não volta, e nenhum tratamento disponível hoje reverte esse processo. O que existe, e é muito, é tratamento: controle da dor, preservação do movimento, fortalecimento, ajuste de carga e recursos que retardam a progressão dos sintomas. Muita gente convive bem por anos, e a artroplastia entra quando a qualidade de vida já não se sustenta com o tratamento conservador.

O que determina o resultado

Estágio da doença, idade, peso, nível de atividade e adesão ao tratamento mudam completamente o que se pode esperar. Dois exames parecidos podem ter condutas diferentes, e nenhum plano montado sem consulta e exame físico substitui essa análise.

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